Continuamos a publicação dos três poemas premiados no CONCURSO DE POESIA "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO".
Segue-se o poema que obteve o 1º prémio:
ODE AO CICLISMO
Ciclismo! O que será perante a Vida?!
E a Vida, o que será frente ao ciclismo?!
Não mais do que, Tempo, uma corrida
de alguém que sonha, em si, companheirismo.
Um Homem; Duas rodas; Um selim;
Trindade, Nicolau e Agostinho;
E a luta por chegar primeiro ao fim
em cada dura etapa do caminho.
Armstrong, Bahamontes, Anquetil;
A volta a Portugal; O “Tour”; O “Giro”.
Na estrada a multidão, lembrando Abril,
dissipa-lhes o último suspiro.
Barbosa, Marco Chagas, Indourain,
tal qual como Edie Merx – sonho e glória! –
serão, desde o passado ao amanhã,
figuras imortais da própria História.
Suor; Esgotamento; Dor; Cansaço.
Mas seguem, sempre atrás duma bandeira.
Nas pernas… levam sonhos pelo espaço;
No coração… a roda pedaleira.
Ali, na bicicleta, um universo!
No Homem, um poema de coragem!
E é da comunhão dos dois, em verso,
Que eu deixo, a toda a gente, esta mensagem:
Ciclismo, diz-mo, hoje, o coração
- por tudo o que contém de similar –
que o Mundo não é mais que um pelotão,
e a Vida… um permanente pedalar.
Autor: João Batista Coelho, de S. Domingos de Rana