quarta-feira, novembro 22, 2006

Vitor Rocha

Homenageado em 4 de Novembro, faleceu alguns dias depois, dia 12.


A sua biografia como ciclista, tinhamo-la publicado há umas semanas atrás.
Faleceu agora, com 59 anos.
Foi o melhor ciclista de Alcobaça, mas era também um bom homem. Calmo, sereno, amigo do seu amigo.
A homenagem que lhe fizemos tinha-o deixado feliz.
A última vez que o vi estava no palco a receber a placa de homenagem. Olhou-me, abriu-se num enorme sorriso, e estendeu-me o polegar para cima.

Timóteo de Matos
Coordenador da Comissão Organizadora



PS: em breve teremos oportunidade de publicar as imagens da festa em que Vitor Rocha e seus pares foram homenageados.

quinta-feira, novembro 09, 2006

A Festa

Decorreu com grande êxito o Jantar de Homenagem do passado Sábado, assim como o precedente Colóquio. E do mesmo modo a Semana do Ciclismo em Alcobaça.

Contamos em breve lembrar aqui neste blogue esses momentos. Fique atento.

E aproveitamos desde já a ocasião para enviar os nossos mais sinceros agradecimentos a todos os participantes na Festa "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO". Obrigado a todos.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Entretanto...

Aproximamo-nos do ponto alto do "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO", o Jantar de Homenagem de Sábado, mas por aqui não se fica este evento.
Com efeito, além de outras iniciativas sobre as quais já tivemos oportunidade de discorrer, tem vindo a realizar-se a Semana do Ciclismo na Cidade de Alcobaça.
Assim, Alves Barbosa esteve presente na inauguração da Exposição de Fotografia e Feira do Livro, na Praça 25 de Abril. E também por cá estiveram Cândido Barbosa e Joaquim Gomes. E amanhã, Sexta-Feira, cá estará Marco Chagas para a sessão no Café Tertúlia alusiva ao Concurso Nacional de Poesia.
Assinale-se também a boa recepção que a Cidade tem prestado a esta iniciativa, montras enfeitadas para a ocasião...
Mencionemos, a propósito, um curioso artigo no jornal regional "Região de Cister" escrito pelo nosso amigo José Alberto Vasco, em que elenca várias situações em que também a arte abordou o apaixonante tema do ciclismo e das bicicletas, descrevendo obras dos mais diversos quadrantes artísticos, do cinema à música, passando por outras artes menos ortodoxas. Para ler o texto que deixa no seu blogue como complemento à coluna no "Região", clique aqui.

João Centeio

É com consternação que damos notícia do falecimento de um dos nossos homenageados, João Centeio, ocorrido no passado dia 27 de Outubro.
À família do João Centeio apresenta a Comissão Organizadora os mais sentidos pêsames.
A família do ciclismo perdeu mais um dos seus elementos, um homem bom e cordial.
No dia de homenagem vamos relembrá-lo e acreditar que estará entre nós.



quarta-feira, novembro 01, 2006

Concurso de poesia - 1º prémio

Continuamos a publicação dos três poemas premiados no CONCURSO DE POESIA "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO".
Segue-se o poema que obteve o 1º prémio:
ODE AO CICLISMO

Ciclismo! O que será perante a Vida?!
E a Vida, o que será frente ao ciclismo?!
Não mais do que, Tempo, uma corrida
de alguém que sonha, em si, companheirismo.

Um Homem; Duas rodas; Um selim;
Trindade, Nicolau e Agostinho;
E a luta por chegar primeiro ao fim
em cada dura etapa do caminho.

Armstrong, Bahamontes, Anquetil;
A volta a Portugal; O “Tour”; O “Giro”.
Na estrada a multidão, lembrando Abril,
dissipa-lhes o último suspiro.

Barbosa, Marco Chagas, Indourain,
tal qual como Edie Merx – sonho e glória! –
serão, desde o passado ao amanhã,
figuras imortais da própria História.

Suor; Esgotamento; Dor; Cansaço.
Mas seguem, sempre atrás duma bandeira.
Nas pernas… levam sonhos pelo espaço;
No coração… a roda pedaleira.

Ali, na bicicleta, um universo!
No Homem, um poema de coragem!
E é da comunhão dos dois, em verso,
Que eu deixo, a toda a gente, esta mensagem:

Ciclismo, diz-mo, hoje, o coração
- por tudo o que contém de similar –
que o Mundo não é mais que um pelotão,
e a Vida… um permanente pedalar.


Autor: João Batista Coelho, de S. Domingos de Rana

terça-feira, outubro 31, 2006

Convidado – Cayn Theakston

Também o inglês Cayn Theakston, vencedor da 50ª Volta a Portugal, estará presente na Festa como convidado da organização.

Todos se recordarão que Cayn Theakston chegou a envergar a camisola amarela em duas etapas da 49ª Volta, tendo então sofrido uma aparatosa queda perto de Vila Pouca de Aguiar, e desistido posteriormente.
No ano seguinte, 1998, foi de vez e Theakston venceu por mérito próprio, tendo resistido a todos os ataques, e tendo ainda ganho duas etapas.
Cayn Theakston envergava então a camisola do Louletano/Vale de Lobos, como se verifica na fotografia abaixo incluída.

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Aqui lhe deixamos o reconhecimento que lhe é devido.

Ciclistas, homenagens e poetas

Há em Alcobaça, como em toda a parte, vários poetas populares, um dos quais o nosso particular amigo José Tempero, que fez em 1973, aquando da vitória de Vítor Rocha (outro alcobacense) em duas etapas da Volta a Portugal, e numa contagem de montanha, a seguinte quadra:


Vitor Rocha quando passa
Até mesmo na montanha
É fruto de Alcobaça
Do ramo em primeira apanha


Mais tarde, numa homenagem em Alcobaça a Sérgio Paulinho (que correu alguns anos em Alcobaça), por ter ganho a medalha de prata nos Jogos Olímpicos, voltou a compor a sua quadra:

Alcobaça muito grata
E com maior carinho
Rejubila com a prata
Do “nosso” Sérgio Paulinho

E já agora, por falar em homenagens e homenageados, para além de Sérgio Paulinho, há outro repetente em homenagens em Alcobaça. Em 2004, foi no Circuito de S. Bernardo homenageado Orlando Rodrigues, que terminava então a sua carreira.

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Na foto acima, temos Sérgio Paulinho à esquerda do Presidente da Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Relembrando o Jornal “República” e António Manuel

Em 1973, com apenas 19 anos, partia, de Alcobaça, o António Manuel, como enviado especial do jornal “República”, para a sua primeira aventura na Volta a Portugal em Bicicleta.
Eram os tempos do Agostinho, Mendes, Andrade e companhia, que autoritariamente dominavam o pelotão. E também do Homero Serpa e outros “monstros” do jornalismo desportivo. Mas o António Manuel, ratito astuto, não se impressionava. Furava por onde era preciso, sempre alegre, sempre confiante.
Toda a caravana o recebeu bem, o apoiava. Todos gostavam dele, é verdade. E foi assim que foi eleito o mais simpático no trabalho por todos os jornalistas, como se pode ver pelo texto que Jorge Morais publicou então na “República”:

O “REPUBLICANO” DA 36ª “VOLTA”

“Não foi eleito rei porque o camarada é da “República” e não ficava bem darmos-lhe uma coroa, nem que ela fosse de louros. República é República, não aceita hereditariedades, nem confusões com concursos de eleição de reis disto, reis daquilo. Reis, só os do baralho.”
Assim reza, a determinada altura, a crónica que o nosso colega Homero Serpa, no seu jornal “A Bola”, dedica a António Manuel, o nosso enviado especial a esta Volta a Portugal em Bicicleta.
Os jornalistas presentes na “Volta” elegeram António Manuel como o “camarada mais simpático” no trabalho. “Elegemos, está eleito”, acrescenta Homero Serpa.
Pelo que nos toca, já o tínhamos eleito. Aqui na Redacção, onde o seu trabalho “desagua” a qualquer hora do dia, sem o mínimo respeito pelo descanso, desprezando horários e fazendo peito ao “jornal do dia”, aqui já António Manuel fora eleito “o camarada mais simpático da Volta”.
Verdade se diga que somos poucos: o Bicas e eu a recebê-lo, ele por lá pedalando sem descanso na sua faina. Mas, de todos três, não tivemos dúvidas em o eleger. Tem sido ele que, a meio de um telefonema de “últimas”, graceja e incita ao trabalho. Talvez com uma ou duas horas de sono, talvez com uma “sova” de cento e tal quilómetros dentro do automóvel.
Com Homero Serpa, por isso, o nosso abraço para o António Manuel. Pela sua persistência na faina do dia-a-dia. Na luta pela informação do público. Que é mesmo uma “luta”…

Jorge Morais

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Na fotografia vê-se o António Manuel a entrevistar Vítor Rocha (nosso homenageado), que nesse ano ganhou a etapa da chegada a Alcobaça.

Concurso de poesia - 2º prémio

Continuamos a publicação dos três poemas premiados no CONCURSO DE POESIA "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO".

Segue-se o poema que obteve o 2º prémio:



O CICLISTA

O esforço que semeia pela estrada
Numa luta renhida contra a dor
Fará dele, outra vez, um vencedor
Quando cruzar a linha de chegada.

A camisola, sempre transpirada,
É confidente e amante, é esse amor
Que à vida dá sentido e traz fervor
Ao coração em cada pedalada.

O selim faz de trono onde ele senta
Essa vontade férrea que alimenta
O sonho bom de ser melhor atleta

E o homem por inteiro se realiza
Ao sentir no seu rosto a etérea brisa
Que foge quando corre em bicicleta


Autor: Domingos Freire Cardoso, de Ílhavo.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Figuras da Volta - Peixoto Alves

PEIXOTO ALVES – BENFICA
O vencedor da 28ª Volta a Portugal

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“Seco de carnes, meão de estatura, franzino, nervoso, dando a ilusória sensação de não ter sido talhado para as grandes e árduas jornadas dos desportos violentos, Peixoto Alves tornou a revelar, ontem, na demolidora caminhada para Chaves, a sua extraordinária fibra de atleta, não permitindo que qualquer adversário lhe arrebatasse do tronco miúdo, dentro do qual se abriga a lendária mística do clube que representa, a preciosa e simbólica camisola amarela.
…………………………………………………….
(…) Parece impossível, mas segundo o veredicto dos cronómetros oficiais, idóneos aferidores do esforço dos ciclistas, é isso: - Ao cabo de 998 quilómetros da competição, não há mais de que um segundo a separar a camisola amarela, de Peixoto Alves, das ambições – tão legítimas! – de um homem do F. C. Porto que dá pelo nome da Mário Silva e já ganhou, com indiscutível categoria e muito brilho, uma Volta a Portugal: a de 1961.
…………………………………………………………….
(…) Pois, poucas vezes uma Volta a Portugal terá consagrado, como esta de 1965, a proeza individual de um ciclista. Não pode ser mais pessoal uma vitória que começou num contra-relógio (ganho pela diferença de um segundo!) e, até ver, acabou noutro contra-relógio onde o homem tirou as dúvidas a toda a gente. (…) Quem pode diminuir o eminente triunfo do popular corredor do Benfica?”


N. R.: O texto e a deliciosa caracterização de Peixoto Alves são dos saudosos Carlos Miranda e Vítor Santos do jornal “A Bola” edições de 5 Agosto de 1965 e seguintes. Foi uma luta de gigantes entre Peixoto Alves, João Roque e Mário Silva, nos saudosos tempos em que Benfica, Sporting e Porto ainda andavam de bicicleta.
Quanto a Peixoto Alves, cuja fotografia da época se insere e que, com Alves Barbosa foi o ídolo do coordenador destas páginas, vai deslocar-se de França a Portugal para estar connosco em Alcobaça na noite de 4 de Novembro.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Lembram-se dele? - Peixoto Alves

PEIXOTO ALVES

João Peixoto Alves nasceu em 23/05/1941, na freguesia de Soutelo, concelho de Vila Verde.
Começou como popular no F. C. Porto, tendo depois representado o C. C. Aldoar e o S. L. Benfica, onde se tornou conhecido como um dos melhores ciclistas portugueses. A sua carreira como profissional iniciou-se em 1960 e terminou em 1966, quando se retirou, com 25 anos, deixando um lugar difícil de preencher no ciclismo e no Benfica.
Disputou 171 provas, tendo ganho 22. Foi campeão Regional de Rampa 4 vezes e uma vez Campeão Nacional. Ganhou a Volta a Portugal em 1965, tendo obtido ainda dois 2ºs e um 3º lugares. Em diversas Voltas ganhou 9 etapas e foi portador da camisola amarela em 23. Em 1963 ganhou o Prémio da Montanha e a Classificação por Pontos.
Participou Na Volta a França do Futuro em 1963 (7º na geral e 2º na Montanha) e em 1964, tendo ainda participado na Volta à Espanha em 1962, 1963 e 1965, na Volta a S. Paulo em 1962 e 1966, na Volta à Catalunha em 1965 e no Campeonato do Mundo em 1965 e 1966.

Lembram-se dele? - Pedro Polainas

Pedro Polainas

Pedro António Cereijo Polainas nasceu na freguesia de São Lourenço, concelho de Portalegre, em 28/10/1931.
Entre 1950 e 1961, data em que se retirou, representou o Sporting C. P., o Pinheiro de Loures e o F.C. Porto. Com Américo Raposo, formou no Sporting uma temível dupla de “sprinters”.
Foi Campeão Nacional de Velocidade em Juniores e Campeão Nacional de Independentes e de Fundo. Correu 5 Voltas a Portugal, tendo ganho 12 etapas, 4 das quais na 20ª Volta (1957) e tendo obtido um oitavo e um nono lugares na classificação geral, para além de um 2º lugar na classificação por pontos, em 1955, atrás de Alves Barbosa (1º) e à frente de Ribeiro da Silva (3º).
Fez, com Alves Barbosa, Camilo de Oliveira e outros, parte do elenco do filme “O Homem do Dia”.
Foi homenageado pelo Núcleo Sportinguista de Torres Vedras, tendo-lhe sido atribuído “Troféu Agostinho”.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.