Histórias do Ciclismo - A Minha Bicicleta Ficou Lá No Brasil
A MINHA BICICLETA FICOU LÁ NO BRASIL
Declarou Pedro Moreira, obrigado a desistir
O carro do Benfica aproximou-se do carro de “A Bola” e Alves Barbosa pediu: - Não temos lugar no carro. Podem levar o Pedro Moreira até Lisboa?
E Pedro Moreira veio para o carro de “A Bola”.
(…) Primeiramente o rapaz lamentou-se:
- Vejam isto! Favorito da prova ou um dos favoritos e tenho de desistir por
causa de uma avaria.
- Não havia bicicleta suplente?
- Aqui, não. Está no Brasil. Parece que vieram máquinas que não eram nossas e a minha ficou por lá, assim como outras, claro. Só vieram bicicletas portuguesas: uma, minha, outra do Jorge Corvo.
Azar!
- Mais do que isso. Perco o segundo lugar, na Volta a São Paulo, por ter caído, e perco, agora, a corrida Porto-Lisboa de uma maneira estúpida.
- Não podia utilizar a máquina de um companheiro?
- Sou muito alto. Nenhuma me serve. Nem sei como me vou treinar para a “Volta” e entrar na competição. Vai ser bonito! E o Benfica precisa de mim. Tenho a certeza de que vou fazer falta à equipa.
Nota da Redacção: E devia mesmo fazer porque ainda hoje se mantém no Benfica como motorista. O texto é parte de uma entrevista conduzida por Homero Serpa, publicada em “A Bola” de 19/07/65 e, duma cajadada aparecem-nos aqui 5 dos homenageados em 04/11/2006: o Benfica, o Alves Barbosa, o Pedro Moreira, o Jorge Corvo e o Homero Serpa. As bicicletas continuam a perder-se (ainda há 2 anos se perderam, em Londres, as dos Sub-23 que iam correr pela Selecção Nacional).
Declarou Pedro Moreira, obrigado a desistir
O carro do Benfica aproximou-se do carro de “A Bola” e Alves Barbosa pediu: - Não temos lugar no carro. Podem levar o Pedro Moreira até Lisboa?
E Pedro Moreira veio para o carro de “A Bola”.
(…) Primeiramente o rapaz lamentou-se:
- Vejam isto! Favorito da prova ou um dos favoritos e tenho de desistir por
causa de uma avaria.
- Não havia bicicleta suplente?
- Aqui, não. Está no Brasil. Parece que vieram máquinas que não eram nossas e a minha ficou por lá, assim como outras, claro. Só vieram bicicletas portuguesas: uma, minha, outra do Jorge Corvo.
Azar!
- Mais do que isso. Perco o segundo lugar, na Volta a São Paulo, por ter caído, e perco, agora, a corrida Porto-Lisboa de uma maneira estúpida.
- Não podia utilizar a máquina de um companheiro?
- Sou muito alto. Nenhuma me serve. Nem sei como me vou treinar para a “Volta” e entrar na competição. Vai ser bonito! E o Benfica precisa de mim. Tenho a certeza de que vou fazer falta à equipa.
Nota da Redacção: E devia mesmo fazer porque ainda hoje se mantém no Benfica como motorista. O texto é parte de uma entrevista conduzida por Homero Serpa, publicada em “A Bola” de 19/07/65 e, duma cajadada aparecem-nos aqui 5 dos homenageados em 04/11/2006: o Benfica, o Alves Barbosa, o Pedro Moreira, o Jorge Corvo e o Homero Serpa. As bicicletas continuam a perder-se (ainda há 2 anos se perderam, em Londres, as dos Sub-23 que iam correr pela Selecção Nacional).
Portugal - 50 Anos de Ciclismo

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