Relembrando o Jornal “República” e António Manuel
Em 1973, com apenas 19 anos, partia, de Alcobaça, o António Manuel, como enviado especial do jornal “República”, para a sua primeira aventura na Volta a Portugal em Bicicleta.
Eram os tempos do Agostinho, Mendes, Andrade e companhia, que autoritariamente dominavam o pelotão. E também do Homero Serpa e outros “monstros” do jornalismo desportivo. Mas o António Manuel, ratito astuto, não se impressionava. Furava por onde era preciso, sempre alegre, sempre confiante.
Toda a caravana o recebeu bem, o apoiava. Todos gostavam dele, é verdade. E foi assim que foi eleito o mais simpático no trabalho por todos os jornalistas, como se pode ver pelo texto que Jorge Morais publicou então na “República”:
Eram os tempos do Agostinho, Mendes, Andrade e companhia, que autoritariamente dominavam o pelotão. E também do Homero Serpa e outros “monstros” do jornalismo desportivo. Mas o António Manuel, ratito astuto, não se impressionava. Furava por onde era preciso, sempre alegre, sempre confiante.
Toda a caravana o recebeu bem, o apoiava. Todos gostavam dele, é verdade. E foi assim que foi eleito o mais simpático no trabalho por todos os jornalistas, como se pode ver pelo texto que Jorge Morais publicou então na “República”:
O “REPUBLICANO” DA 36ª “VOLTA”
“Não foi eleito rei porque o camarada é da “República” e não ficava bem darmos-lhe uma coroa, nem que ela fosse de louros. República é República, não aceita hereditariedades, nem confusões com concursos de eleição de reis disto, reis daquilo. Reis, só os do baralho.”
Assim reza, a determinada altura, a crónica que o nosso colega Homero Serpa, no seu jornal “A Bola”, dedica a António Manuel, o nosso enviado especial a esta Volta a Portugal em Bicicleta.
Os jornalistas presentes na “Volta” elegeram António Manuel como o “camarada mais simpático” no trabalho. “Elegemos, está eleito”, acrescenta Homero Serpa.
Pelo que nos toca, já o tínhamos eleito. Aqui na Redacção, onde o seu trabalho “desagua” a qualquer hora do dia, sem o mínimo respeito pelo descanso, desprezando horários e fazendo peito ao “jornal do dia”, aqui já António Manuel fora eleito “o camarada mais simpático da Volta”.
Verdade se diga que somos poucos: o Bicas e eu a recebê-lo, ele por lá pedalando sem descanso na sua faina. Mas, de todos três, não tivemos dúvidas em o eleger. Tem sido ele que, a meio de um telefonema de “últimas”, graceja e incita ao trabalho. Talvez com uma ou duas horas de sono, talvez com uma “sova” de cento e tal quilómetros dentro do automóvel.
Com Homero Serpa, por isso, o nosso abraço para o António Manuel. Pela sua persistência na faina do dia-a-dia. Na luta pela informação do público. Que é mesmo uma “luta”…
Jorge Morais

Na fotografia vê-se o António Manuel a entrevistar Vítor Rocha (nosso homenageado), que nesse ano ganhou a etapa da chegada a Alcobaça.
Portugal - 50 Anos de Ciclismo

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