terça-feira, outubro 31, 2006

Convidado – Cayn Theakston

Também o inglês Cayn Theakston, vencedor da 50ª Volta a Portugal, estará presente na Festa como convidado da organização.

Todos se recordarão que Cayn Theakston chegou a envergar a camisola amarela em duas etapas da 49ª Volta, tendo então sofrido uma aparatosa queda perto de Vila Pouca de Aguiar, e desistido posteriormente.
No ano seguinte, 1998, foi de vez e Theakston venceu por mérito próprio, tendo resistido a todos os ataques, e tendo ainda ganho duas etapas.
Cayn Theakston envergava então a camisola do Louletano/Vale de Lobos, como se verifica na fotografia abaixo incluída.

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Aqui lhe deixamos o reconhecimento que lhe é devido.

Ciclistas, homenagens e poetas

Há em Alcobaça, como em toda a parte, vários poetas populares, um dos quais o nosso particular amigo José Tempero, que fez em 1973, aquando da vitória de Vítor Rocha (outro alcobacense) em duas etapas da Volta a Portugal, e numa contagem de montanha, a seguinte quadra:


Vitor Rocha quando passa
Até mesmo na montanha
É fruto de Alcobaça
Do ramo em primeira apanha


Mais tarde, numa homenagem em Alcobaça a Sérgio Paulinho (que correu alguns anos em Alcobaça), por ter ganho a medalha de prata nos Jogos Olímpicos, voltou a compor a sua quadra:

Alcobaça muito grata
E com maior carinho
Rejubila com a prata
Do “nosso” Sérgio Paulinho

E já agora, por falar em homenagens e homenageados, para além de Sérgio Paulinho, há outro repetente em homenagens em Alcobaça. Em 2004, foi no Circuito de S. Bernardo homenageado Orlando Rodrigues, que terminava então a sua carreira.

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Na foto acima, temos Sérgio Paulinho à esquerda do Presidente da Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Relembrando o Jornal “República” e António Manuel

Em 1973, com apenas 19 anos, partia, de Alcobaça, o António Manuel, como enviado especial do jornal “República”, para a sua primeira aventura na Volta a Portugal em Bicicleta.
Eram os tempos do Agostinho, Mendes, Andrade e companhia, que autoritariamente dominavam o pelotão. E também do Homero Serpa e outros “monstros” do jornalismo desportivo. Mas o António Manuel, ratito astuto, não se impressionava. Furava por onde era preciso, sempre alegre, sempre confiante.
Toda a caravana o recebeu bem, o apoiava. Todos gostavam dele, é verdade. E foi assim que foi eleito o mais simpático no trabalho por todos os jornalistas, como se pode ver pelo texto que Jorge Morais publicou então na “República”:

O “REPUBLICANO” DA 36ª “VOLTA”

“Não foi eleito rei porque o camarada é da “República” e não ficava bem darmos-lhe uma coroa, nem que ela fosse de louros. República é República, não aceita hereditariedades, nem confusões com concursos de eleição de reis disto, reis daquilo. Reis, só os do baralho.”
Assim reza, a determinada altura, a crónica que o nosso colega Homero Serpa, no seu jornal “A Bola”, dedica a António Manuel, o nosso enviado especial a esta Volta a Portugal em Bicicleta.
Os jornalistas presentes na “Volta” elegeram António Manuel como o “camarada mais simpático” no trabalho. “Elegemos, está eleito”, acrescenta Homero Serpa.
Pelo que nos toca, já o tínhamos eleito. Aqui na Redacção, onde o seu trabalho “desagua” a qualquer hora do dia, sem o mínimo respeito pelo descanso, desprezando horários e fazendo peito ao “jornal do dia”, aqui já António Manuel fora eleito “o camarada mais simpático da Volta”.
Verdade se diga que somos poucos: o Bicas e eu a recebê-lo, ele por lá pedalando sem descanso na sua faina. Mas, de todos três, não tivemos dúvidas em o eleger. Tem sido ele que, a meio de um telefonema de “últimas”, graceja e incita ao trabalho. Talvez com uma ou duas horas de sono, talvez com uma “sova” de cento e tal quilómetros dentro do automóvel.
Com Homero Serpa, por isso, o nosso abraço para o António Manuel. Pela sua persistência na faina do dia-a-dia. Na luta pela informação do público. Que é mesmo uma “luta”…

Jorge Morais

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Na fotografia vê-se o António Manuel a entrevistar Vítor Rocha (nosso homenageado), que nesse ano ganhou a etapa da chegada a Alcobaça.

Concurso de poesia - 2º prémio

Continuamos a publicação dos três poemas premiados no CONCURSO DE POESIA "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO".

Segue-se o poema que obteve o 2º prémio:



O CICLISTA

O esforço que semeia pela estrada
Numa luta renhida contra a dor
Fará dele, outra vez, um vencedor
Quando cruzar a linha de chegada.

A camisola, sempre transpirada,
É confidente e amante, é esse amor
Que à vida dá sentido e traz fervor
Ao coração em cada pedalada.

O selim faz de trono onde ele senta
Essa vontade férrea que alimenta
O sonho bom de ser melhor atleta

E o homem por inteiro se realiza
Ao sentir no seu rosto a etérea brisa
Que foge quando corre em bicicleta


Autor: Domingos Freire Cardoso, de Ílhavo.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Figuras da Volta - Peixoto Alves

PEIXOTO ALVES – BENFICA
O vencedor da 28ª Volta a Portugal

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“Seco de carnes, meão de estatura, franzino, nervoso, dando a ilusória sensação de não ter sido talhado para as grandes e árduas jornadas dos desportos violentos, Peixoto Alves tornou a revelar, ontem, na demolidora caminhada para Chaves, a sua extraordinária fibra de atleta, não permitindo que qualquer adversário lhe arrebatasse do tronco miúdo, dentro do qual se abriga a lendária mística do clube que representa, a preciosa e simbólica camisola amarela.
…………………………………………………….
(…) Parece impossível, mas segundo o veredicto dos cronómetros oficiais, idóneos aferidores do esforço dos ciclistas, é isso: - Ao cabo de 998 quilómetros da competição, não há mais de que um segundo a separar a camisola amarela, de Peixoto Alves, das ambições – tão legítimas! – de um homem do F. C. Porto que dá pelo nome da Mário Silva e já ganhou, com indiscutível categoria e muito brilho, uma Volta a Portugal: a de 1961.
…………………………………………………………….
(…) Pois, poucas vezes uma Volta a Portugal terá consagrado, como esta de 1965, a proeza individual de um ciclista. Não pode ser mais pessoal uma vitória que começou num contra-relógio (ganho pela diferença de um segundo!) e, até ver, acabou noutro contra-relógio onde o homem tirou as dúvidas a toda a gente. (…) Quem pode diminuir o eminente triunfo do popular corredor do Benfica?”


N. R.: O texto e a deliciosa caracterização de Peixoto Alves são dos saudosos Carlos Miranda e Vítor Santos do jornal “A Bola” edições de 5 Agosto de 1965 e seguintes. Foi uma luta de gigantes entre Peixoto Alves, João Roque e Mário Silva, nos saudosos tempos em que Benfica, Sporting e Porto ainda andavam de bicicleta.
Quanto a Peixoto Alves, cuja fotografia da época se insere e que, com Alves Barbosa foi o ídolo do coordenador destas páginas, vai deslocar-se de França a Portugal para estar connosco em Alcobaça na noite de 4 de Novembro.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Lembram-se dele? - Peixoto Alves

PEIXOTO ALVES

João Peixoto Alves nasceu em 23/05/1941, na freguesia de Soutelo, concelho de Vila Verde.
Começou como popular no F. C. Porto, tendo depois representado o C. C. Aldoar e o S. L. Benfica, onde se tornou conhecido como um dos melhores ciclistas portugueses. A sua carreira como profissional iniciou-se em 1960 e terminou em 1966, quando se retirou, com 25 anos, deixando um lugar difícil de preencher no ciclismo e no Benfica.
Disputou 171 provas, tendo ganho 22. Foi campeão Regional de Rampa 4 vezes e uma vez Campeão Nacional. Ganhou a Volta a Portugal em 1965, tendo obtido ainda dois 2ºs e um 3º lugares. Em diversas Voltas ganhou 9 etapas e foi portador da camisola amarela em 23. Em 1963 ganhou o Prémio da Montanha e a Classificação por Pontos.
Participou Na Volta a França do Futuro em 1963 (7º na geral e 2º na Montanha) e em 1964, tendo ainda participado na Volta à Espanha em 1962, 1963 e 1965, na Volta a S. Paulo em 1962 e 1966, na Volta à Catalunha em 1965 e no Campeonato do Mundo em 1965 e 1966.

Lembram-se dele? - Pedro Polainas

Pedro Polainas

Pedro António Cereijo Polainas nasceu na freguesia de São Lourenço, concelho de Portalegre, em 28/10/1931.
Entre 1950 e 1961, data em que se retirou, representou o Sporting C. P., o Pinheiro de Loures e o F.C. Porto. Com Américo Raposo, formou no Sporting uma temível dupla de “sprinters”.
Foi Campeão Nacional de Velocidade em Juniores e Campeão Nacional de Independentes e de Fundo. Correu 5 Voltas a Portugal, tendo ganho 12 etapas, 4 das quais na 20ª Volta (1957) e tendo obtido um oitavo e um nono lugares na classificação geral, para além de um 2º lugar na classificação por pontos, em 1955, atrás de Alves Barbosa (1º) e à frente de Ribeiro da Silva (3º).
Fez, com Alves Barbosa, Camilo de Oliveira e outros, parte do elenco do filme “O Homem do Dia”.
Foi homenageado pelo Núcleo Sportinguista de Torres Vedras, tendo-lhe sido atribuído “Troféu Agostinho”.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Lembram-se dele? - Vítor Gamito

VITOR GAMITO

Vítor Manuel Gomes Gamito nasceu em 21/04/1970, na freguesia de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa.
Iniciou a sua carreira em 1985, tendo-se retirado em 2004, depois de ter representado equipas como: Buraca, Peniche, Loures, Servil, Tróiamarisco, Sicasal/Acral, MX-Onda (Espanha), Deportpublic/Estepona (Espanha), Troiamarisco/Milanesa, Porta da Ravessa/Zurich, Barbot/Gondomar, Cantanhede/Marquês de Marialva e Maia/Milanesa.
Durante a sua carreira obteve dezenas de vitórias, podendo ser considerado um dos melhores ciclistas portugueses do seu tempo. Venceu por duas vezes o Grande Prémio Jornal de Noticias e por outras duas o Grande Prémio Sport Noticias. Ganhou ainda o Grande Premio do Minho, a Volta a Trás-os-Montes e a Volta ao Algarve.
Participou nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000.
Na Volta a Portugal ganhou 8 etapas, tendo vencido uma Volta em 2000. Classificou-se ainda por quatro vezes no 2º lugar e uma em 4º. Foi vencedor do Prémio Combinado em 1990 e portador da “ Camisola Amarela” em quatro Voltas diferentes, num total de 16 etapas.
Após a sua retirada iniciou uma carreira de Director Desportivo no Riberalves/Alcobaça.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Lembram-se dele? - Quintino Rodrigues

QUINTINO RODRIGUES

Quintino Fernandes da Silva Rodrigues nasceu em 01/01/1971, na freguesia de Mafamude, concelho de Vila Nova de Gaia.
Iniciou a sua carreira em 1992, tendo-se retirado em 2004, representando o Feirense, Sicasal/Acral, Kelme/Artiach, Boavista, S. L. Benfica, CCC-Polsat e ASC-Vila do Conde.
Excelente trepador, ganhou muitas etapas, circuitos e outras provas, nomeadamente a Volta dos Sete (Marinha Grande), Volta a Vila Real, Circuito de Nafarros, Circuito de Alenquer, Rampa da Arrábida e o Porto-Lisboa em 1999. Ganhou também a Volta a Portugal do Futuro em 1995.
Na Volta a Portugal ganhou duas etapas, tendo-se classificado na geral no 2º lugar (duas vezes), no 9º (uma vez) e no 10º (duas vezes). Ganhou o Premio da Juventude nos dois primeiros anos em que participou (1992 e 1993).
Correu muitas provas a nível internacional, nomeadamente o Campeonato do Mundo, a Volta a Itália, a Volta a Espanha, a Volta à Polónia, onde ganhou uma etapa, o Prémio da Montanha e o das Metas Volantes em 1994, e uma etapa em 1995, a Escalada de Montjuich, que ganhou em 1994, o Raport Tour onde ganhou uma etapa e o Premio da Montanha, em 1995.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Lembram-se dele? - Paulo Ferreira

PAULO FERREIRA

Paulo José dos Santos Ferreira nasceu em 11/05/1962, na freguesia de Vialonga, concelho de Vila Franca da Xira.
Numa carreira que iniciou em 1976 e concluiu em 1986, representou os Dragões de Povos, Labrugeira, Bombarralense, Lousa, Sporting C. P. e Louletano.
Foi Campeão Regional de Pista por várias vezes, tendo ainda sido Campeão Nacional de Aspirantes, Juniores e Seniores B. Ganhou várias etapas em prémios diversos, tendo sido vencedor do Grande Prémio “JN”, e do Comércio do Porto e ainda a Volta ao Alentejo.
Na Volta a Portugal ganhou 2 etapas, tendo obtido o 1º lugar na Classificação por Pontos e nas Metas Volantes no ano de 1984.
Classificou-se em 2º lugar na Volta à Africa do Sul (1986) e foi vencedor da 5º etapa da Volta à França em 1983.

É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

terça-feira, outubro 24, 2006

Ciclismo é com… ciclistas

Um dos locutores de serviço na noite de homenagem será Miguel Chagas, que se vem distinguindo pela sua competência no Rádio Clube Português. Mas a provar que não deixamos nada ao acaso, foi também escolhido tendo em conta outras suas aptidões. Com efeito, ou não fosse ele sobrinho de Marco Chagas, logo de pequenino começou a ganhar corridas. E assim se manteve, ingressando inclusivamente como júnior no Sporting C. P..

Mas, como parou por aí, não pode, evidentemente, ser homenageado nesta festa: intervém assim apenas como apresentador.

Para quem duvide das reais qualidades do Miguel, aqui vai um texto do Neves de Sousa, extraído do Diário de Lisboa de 17 de Agosto de 1979:

“Seguidor

A propósito de Marco Chagas: o sobrinho – afilhado (Luís Miguel, de 13 anos) estudante em Leiria, parece disposto a seguir as pisadas do campeão: ganha todas as corridas em que entra, montando uma bicicleta dada pelo padrinho.”

E reproduzimos mesmo uma fotografia dessa edição do DL, que mostra Marco Chagas gabando ao Neves de Sousa as qualidades do petiz.

Lembram-se dele? - Francisco Valada

FRANCISCO VALADA

Francisco Augusto Conceição Valada nasceu em 15/05/1941, na freguesia e concelho do Cartaxo.
Iniciou a sua carreira em 1959, tendo-a terminado em 1972, representando durante esse tempo Águias de Alpiarça, S. L. Benfica e Âmbar.
Foi Campeão Regional de Fundo como independente e 2º no Campeonato Nacional de Seniores e Profissionais. Ganhou diversos circuitos como Cartaxo, Mealhada, Grândola, Loulé e Torres Vedras. Ganhou o Lisboa-Porto em 1964 e classificou-se em 2º em 1965.
Foi atleta olímpico em 1960 em Roma, tendo participado na Volta à Andaluzia (5º) e na Volta à Espanha (21º).
Ganhou a Volta a Portugal de 1966, tendo vestido a camisola amarela 9 vezes. Obteve ainda um 5º e um 8º lugares na geral e ganhou o Prémio das Metas Volantes em 1965.
Foi ainda treinador do Sporting C. P., Águias de Alpiarça, Âmbar e S. L. Benfica (2 vezes).

É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Homenageada - Ana Barros

Ana Barros

Ana de Oliveira Barros nasceu em 05/02/1973, na freguesia de Portuzelo, concelho de Viana do Castelo.
Iniciou a sua carreira como infantil em 1979 e retirou-se em 1996, tendo representado a Tensai/Mundial Confiança e o GDCP Santa Marta de Portuzelo.
Foi a uma grande distancia a melhor atleta do seu tempo e provavelmente de sempre, em Portugal, vencendo, a nível interno, quase todas as provas em que participou, de que destacamos o circuito de S. Bernardo em Alcobaça, de que era dona do lugar cimeiro no pódio, onde ganhou em 1993, 1994 e 1995.
Sagrou-se campeã nacional em 1991, 1992, 1993, 1994, 1995 e 1996.
Participou nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) onde foi 23ª,com o mesmo tempo da 4ª a 53 segundos da vencedora, tendo falhado os Jogos de Barcelona, por lesão dias antes, quando treinava para a prova.
No campeonato da Europa, foi 10ª, na Republica Checa (1995), com o mesmo tempo da vencedora.
Nos campeonatos do mundo foi 21ª na Noruega em 1993 a 4 segundos da vencedora, 60ª na Itália (1994) a 5,26 da vencedora e 62ª na Colômbia.
Faz parte do grupo de homenageados no Mosteiro de Alcobaça, a 4 de Novembro.

Lembram-se dele? - Manuel Gomes

MANUEL GOMES

Manuel de Castro Gomes nasceu em 07/10/1953, na freguesia de Rio Meão, concelho de Santa Maria da Feira.
Iniciou a sua carreira em 1969, tendo-se retirado em 1983. Representou o F. C. Porto, Sporting C. P., Rodovil, Safina, Ovarense e Canadá F. C..
Ciclista de grande porte atlético e sprint notável, sobressaia no pelotão também pela cor aloirada do cabelo. Ganhou muitas corridas de uma só etapa. Temível na pista, foi 7 vezes Campeão Nacional nesta modalidade.
Ganhou a Volta a Gaia e o seu sprint valeu-lhe 11 vitórias em etapas na Volta a Portugal, 4 das quais no ano de 1972.
Participou também em competições internacionais, tendo obtido um honroso 4º lugar na famosa clássica Bordéus-Paris.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Semana do Ciclismo

Semana do Ciclismo

[novidade em relação ao "post" anterior: Sessão de autógrafos com Joaquim Gomes, dia 1]

Em antecipação ao dia principal desta grande homenagem, "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO" vai organizar uma "Semana do Ciclismo", que pretende ser simultaneamente um evento mobilizador e um aperitivo para o grande final a 4 de Novembro, e que decorrerá paralelamente à típica festa alcobacense denominada Feira de São Simão, vulgo "Tasquinhas".

Será este o calendário:

27 de Outubro - 18h
Abertura da Feira de São Simão/Tasquinhas 2006
Mercoalcobaça

28 de Outubro - 11h
Abertura da Exposição de Fotografia e Feira do Livro
Inauguração com a presença do "Homem do Dia" ALVES BARBOSA
Praça 25 de Abril, 67

29 de Outubro - 8h30
Passeio de Cicloturismo pelo Concelho com a presença do "Homem do Dia" CÂNDIDO BARBOSA
Concentração na Sede ACC

1 de Novembro - 10h30
Majoretes de Alcobaça
Banda de Alcobaça
Frente ao Mosteiro de Alcobaça

3 de Novembro
Sessão no Café Tertúlia alusiva ao Concurso Nacional de Poesia com a presença do "Homem do Dia" MARCO CHAGAS

4 de Novembro
16 horas: Colóquio / debate
"O Ciclismo Português nos últimos 50 anos"
Oradores: PROF. DOUTOR MARÇAL GRILO; GUITA JÚNIOR; ALVES BARBOSA
Moderador: ENGº MACÁRIO CORREIA
Refeitório do Mosteiro de Alcobaça
ENTRADA LIVRE

19 horas: Recepção e cocktail
20 horas: Jantar de homenagem
Mosteiro de Alcobaça
ENTRADA: 30EUROS

-//-

De sublinhar que fazem integram este Evento as seguintes iniciativas:
- Concurso de montras na Cidade
- Decoração na Cidade
- Animação de Rua
- Concurso Nacional de Poesia

Lembram-se dele? - Fernando Moreira de Sá

FERNANDO MOREIRA DE SÁ

Fernando Moreira de Sá nasceu em 12/08/1928, na freguesia de Silva Escora, concelho da Maia.
Iniciou a sua carreira como popular em 1945, tendo-a terminado em 1952, tendo representado apenas uma equipa: o F. C. Porto.
Foi cinco vezes Campeão Regional e duas Campeão Nacional (uma como independente e uma como amador). Ganhou etapas e circuitos em provas diversas, tendo sido 2º classificado na Volta a S. Paulo (1951) e 12º na Volta a Marrocos (1951). Em 1950 foi 2º classificado na Volta Madrid-Porto (com a participação de 10 portugueses e 10 espanhóis).
Na Volta a Portugal, ganhou 3 etapas. Foi o vencedor da Volta em 1952, obtendo ainda um 3º, um 4º, um 5º e um 8º lugares.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Lembram-se dele? - Pedro Moreira

PEDRO MOREIRA

António Pedro R. Moreira nasceu em 26/05/1946, na freguesia e concelho de Benavente.
Iniciou a sua carreira em 1963 e retirou-se em 1972, tendo representado o Pinheiro de Loures, S. L. Benfica e Âmbar.
Foi um “sprinter” notável, protagonizando grandes duelos com Emiliano Dionísio, o rival do Sporting. Ganhou vários campeonatos regionais e o nacional de pista/perseguição. Ganhou muitas corridas e etapas, destacando-se 4 na Volta ao Algarve de 1967 onde foi camisola amarela. Em 1965 venceu 4 etapas na Volta a S. Paulo, tendo-se classificado em 3º lugar na geral, tendo ainda ganho o Lisboa-Porto.
Na Volta a Portugal venceu 8 etapas, tendo sido portador da camisola amarela em 1968. Ganhou o 1º lugar das Metas Volantes em 1966 e 1968, tendo em 1966 ganho ainda a Classificação por Pontos. Obteve um 7º lugar individual na geral em 1968.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Concurso de poesia - 3º prémio

Iniciamos aqui, como prometido, a publicação dos três poemas premiados no CONCURSO DE POESIA "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO".

Segue-se o poema que obteve o 3º prémio:



SAUDADE
(Ao Joaquim Agostinho)

Não nascem mais manhãs no teu olhar!...
não mais a luz do sol no teu sorriso,
no asfalto do mundo, a soluçar,
a dor escreve frases de improviso.

Se percorreste a terra, a pedalar,
e puseste a vitória em nosso riso,
a força dos teus nervos, a pulsar,
ficou neste país que agora piso.

Criança sem brinquedos foste um dia,
mas trazias em ti uma alegria
que não ia prever o teu destino.

Deixaste nas estradas, nos espaços,
os gestos de vitória dos teus braços
e o teu riso sadio de peregrino.


Autora: Helena Luísa Miranda Coentro, de Corroios

Lembram-se dele? - José Xavier

JOSÉ XAVIER

José António Guimarães Vieira Xavier nasceu em 22/06/1961 na freguesia de Pontével, concelho do Cartaxo.
Iniciou a sua carreira em 1977, tendo-se retirado em 1992. Durante este período representou as seguintes equipas: G. D. Pontével, N. D. Labrujeira, Nutrigado/Alcobaça, Bombarralense, G. D. Lousa, Sporting C. P., Louletano e Tensai.
Notável no contra-relógio, foi sobretudo um ciclista de equipa, perdurando na memória de todos a sua presença na cabeça do pelotão a controlar as corridas e a ajuda aos colegas, nomeadamente na Volta à França do Futuro onde, para além de ter obtido um honroso 8º lugar na geral, foi decisivo na vitória de António Alves no Prémio da Montanha.
Ganhou várias etapas em provas diversas (por ex. Volta ao Algarve, Grande Prémio Jornal de noticias, Troféu Joaquim Agostinho, Volta ao Alentejo). Especialista em circuitos, ganhou o de Rio Maior (2 vezes), o do Alpendre, o de Olivais e Moscavide, o de S. Bernardo e a Volta dos Sete (Marinha Grande). Ganhou o Grande Prémio de Ciclismo de Torres Vedras em 1986 e o Porto/Lisboa em 1988.
Na Volta a Portugal obteve entre outros lugares na classificação geral, um 5º, um 8º e 11º, tendo ganho uma etapa e o 1º lugar no Prémio Juventude.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Lembram-se dele? - João Roque

João Roque

João Henrique Roque dos Santos nasceu em 1/01/1940, em Casalinhos de Alfaiata, freguesia de Silveira, concelho de Torres Vedras.
Iniciou a sua carreira no Mem Martins S. C. em 1958, na categoria de populares, tendo obtido, neste clube, 35 vitórias, das quais se destaca a do Grande Prémio Pinheiro de Loures.
Em 1960 ingressou no Sporting C. P., onde se destacou como um dos melhores contra-relogistas portugueses, tendo obtido muitas vitórias, das quais se destacam: o circuito de Alenquer (1961) e o Porto/Lisboa (1963).
Foi Campeão Regional de Fundo (1967) e Campeão Nacional de Contra Relógio por equipas (1963).
Ganhou a Volta a Portugal em Bicicleta (1963), tendo ainda obtido em Voltas diferentes as seguintes classificações: 2º (2 vezes), 3º, 5º, 7º e 9º.
Foi ainda vencedor de 3 etapas.
Internacionalmente, ganhou a Volta ao Estado de S. Paulo, obteve uma vitória em etapa na Volta à Catalunha, classificou-se em 11º no Grande Prémio das Nações e em 12º no Campeonato do Mundo (Bélgica 1967), 33º no Campeonato do Mundo (Espanha 1963) e 32 º na Volta a Espanha (1963).
É prémio “Stromp”, o mais alto galardão do Sporting C. P.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

sábado, outubro 21, 2006

Lembram-se dele? - Jorge Corvo

JORGE CORVO

Jorge Henrique Viegas Corvo nasceu aos 19/11/1934, na freguesia de Santa Catarina, concelho de Tavira.
Iniciou a sua carreira de ciclista em 1953 e terminou em 1967, tendo representado sempre o mesmo clube, o Ginásio de Tavira.
Foi um dos grandes ciclistas do seu tempo, tendo perdido algumas Voltas a Portugal por diferenças mínimas, o que lhe valeu ficar conhecido como o “Poulidor Português”.
Na Volta a Portugal obteve três 2ºs lugares, um terceiro , um 7º e um 8º lugares na classificação geral. Ganhou 2 etapas e vestiu a camisola amarela 4 vezes em 1950 e 5 em 1963.
Foi vencedor da II Volta ao Estado de S. Paulo (Brasil).
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Lembram-se dele? - Delmino Pereira

DELMINO PEREIRA

Delmino Albano Magalhães Pereira nasceu em 23/08/1967, na freguesia de Campeã, concelho de Vila Real.
Iniciou a carreira de ciclista em 1984, tendo-se retirado em 2001.
Foi campeão regional da Associação de Ciclismo de Vila Real por 3 vezes, tendo ganho muitas provas como amador, das quais de destacam o Grande Prémio de Vila Flor, a Prova de Abertura da A. C. Porto, os circuitos do Juncal e de Arrabães, o Prémio Correio da Manhã e o Prémio da Montanha na Volta à C.E.E..
A partir de 1989 passou a profissional, tendo obtido 54 vitórias. Foi campeão Nacional de Estrada e Campeão Nacional de Contra-Relogio por Equipas. Ganhou muitas outras provas das quais se destacam: o Grande Prémio do Minho, O Grande Prémio de Gondomar (onde ganhou também o Prémio da Montanha, os Pontos e o Combinado), o Grande Prémio RDP 60 anos, o Grande Prémio Abimota, o Grande Prémio Internacional de Torres Vedras, o Circuito de Nafarros e a Volta a Trás-os-Montes.
Ganhou 2 Voltas a Portugal do Futuro, obtendo ainda um 2º lugar. Na Volta a Portugal ganhou um prólogo, vestiu 3 vezes a camisola amarela, ganhou um Prémio da Juventude e um Prémio Combinado, tendo obtido um 3º, um 5º, um 8º e um 9º lugares na geral.
Internacionalmente correu diversas provas, tendo sido Vencedor do Prémio da Montanha no Tour de L’Oise (França), 6º e 9º no Route du Sud, 7º no Tour du Vaucluse (onde ganhou a 1ª etapa), 19º no Paris/Camembert, 35º na Volta a Espanha, 27º na Volta ao Luxemburgo.
Manteve-se ligado ao ciclismo, sendo director da F.P.C. desde 2004. Entre outras distinções, recebeu o Troféu Super Prestígio, o Troféu Roda de Ouro, o Troféu Pantera Atleta Alto Rendimento 2000, (Boavista F.C.) e a Medalha de Mérito Desportivo da C.M. Vila Real.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Concurso de poesia

Concurso de poesia

Terminado no passado 30 de Setembro o prazo de envio de originais, reuniu o júri, presidido pelo Presidente da Academia Antero Nobre, Exmo. Sr. Aníbal António de Lima Nobre, tendo-se apurado a seguinte classificação:

1- João Batista Coelho, de São Domingues de Rana, com “Ode ao Ciclismo”

2- Domingos Freire Cardoso, de Ílhavo, com “O Ciclista”

3- Helena Luísa Miranda Coentro, de Corroios, com “Saudade”

Menções honrosas:
- João Batista Coelho, com “Semelhança”;
- Domingos Freire Cardoso, com “A alma das estradas”;
- Glória Marreiros, de Portimão, com “Ciclistas”;
- Francisca Duarte Cruz, de Praia da Rocha, com “Uma fuga”

Iremos, nos próximos dias, neste blogue, publicar os 3 poemas que ganharam os 3 primeiros prémios do concurso.

A Redacção

Lembram-se dele? - Adelino Teixeira

ADELINO TEIXEIRA

Adelino Teixeira nasceu em 21/03/1954, em Outeiro de Cima, freguesia de Ferreira de Aves, concelho de Sátão.
Durante a sua carreira, que durou de 1974 a 1989, representou as equipas da Casa Pia, Lousa, F. C. Porto, Bombarralense, Sporting C. P. e Cantanhede.
Ganhou corridas e etapas em diversos prémios, salientando-se a Volta ao Algarve, onde, na classificação geral, foi 1º (1983), 2º (1977 e 1981), 3º (1978 e 1979), tendo ainda ganhou uma etapa em 1982 e 1983.
Na Volta a Portugal ganhou 3 etapas, foi vencedor em 1977, tendo andado 10 etapas com a camisola amarela, e obteve, na geral, as seguintes classificações mais importantes: um 2º, dois 4ºs., dois 8ºs. e um 10º lugares. Em 1986, correndo pelo Lousa, ganhou, na Volta, o Prémio “ O melhor companheiro”.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Lembram-se dele? - Henrique Castro

Henrique Castro

Henrique Ventura Correia de Castro nasceu em 12/07/1938, na freguesia de Colares, concelho de Sintra.
Representou o S. L. Benfica, Sangalhos e Águias de Alpiarça, tendo iniciado a sua carreira como ciclista em 1956, que terminou em 1966.
Participou na clássica Porto/Lisboa, tendo obtido dois 2ºs e um 3º lugares.
Ganhou vários circuitos entre os quais Malveira, Cantanhede e Rio Maior. Foi Campeão Regional e ganhou Campeonatos Nacionais em todas as categorias.
Na Volta a Portugal, participou por diversas vezes tendo obtido, na classificação geral, um 4º, um 7º e um 11º lugares. Vestiu a camisola amarela por 4 vezes na Volta de 1959.
Participou em 2 Voltas a Espanha e na Volta à França do Futuro e ainda num estágio de 3 meses, em França, tendo sido convidado a representar a equipa Sauvage Huret.
Manteve-se ligado ao ciclismo, tendo ocupado diversos cargos directivos, nomeadamente, Presidente do Conselho Técnico da A. C. de Lisboa, Presidente da Direcção da A. C. do Sul, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (1986/93) e Presidente do Conselho de Arbitragem da F. P. C., cargo que ainda mantém.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Lembram-se dele? - Belmiro Silva

BELMIRO SILVA

Belmiro Pinto da Silva nasceu em 16/04/1954, na freguesia de Válega, concelho de Ovar.
Iniciou a sua carreira de ciclista em 1974, tendo-a concluído em 1986. Representou o F. C. Porto, Coimbrões, Ovarense, Bombarralense e Sangalhos.
Excelente contra-relogista, obteve muitos lugares de honra e ganhou muitas provas, designadamente a Volta ao Minho (1981) e A Volta ao Algarve (1977, 1978 e 1984). Foi Campeão Nacional de Velocidade em pista e Campeão Nacional de Estrada por equipas (3 vezes).
Participou nos mundiais da Alemanha em 1978 e em 4 corridas da Paz, tendo obtido um 12º lugar na geral (melhor classificação de sempre a nível Nacional e melhor Ocidental). Ganhou a Volta a Zamora, tendo vencido o Prémio da Montanha (1985).
Ganha a Volta a Portugal em 1978, tendo ainda obtido noutros anos um 2º, um 3º e 6º lugares. Foi portador da camisola amarela por 4 vezes em 1978 e uma em 1981, tendo ganho 5 etapas.
Classifica a sua carreira como “uma carreira curta, com 12 anos de grandes aprendizagens, vitórias e alguns receios” e acrescenta: ”Dedico toda a minha carreira à minha mulher, à Alice, à Catarina e ao Daniel”.

É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Histórias da Volta - Já vestia a amarela

JÁ VESTIA A AMARELA
Mesmo sendo… o Benjamim


(…)O Sol é uma brasa: na subida para as Penhas, Benjamim Carvalho deixa caminho livre a Alfredo Gouveia. Como não havia turistas de pompa e circunstância, desses que vão excursionando só quando os seus emblemas se digladiam com a concorrência directa, tivemos uma subida quase limpa, até à varanda dos Carqueijais. Um pequeno nada: no carro itinerante que deveria ser apenas de apoio passivo ao Coimbrões, o antigo campeão Joaquim Leite (primo de D. António Ribeiro Cardeal Patriarca de Lisboa) borrifa Benjamim Carvalho como vai podendo. Tão depressa enche a boca de água para despejar sobre o moço, como (aproveitando a nula vigilância) desagua bidão após bidão no corpo do mocito que iria conquistar a camisola amarela.
....................
(…) A vida de ciclista, mesmo “amador”, é dura que se farta. Isac Nunes desistia, Elias Campos, Rui Azevedo, Armindo Lúcio e António Dias iam mais cedo para o doce lar. A apetecida “amarela” mudava de poiso:
- É, o meu nome é esse: Benjamim Carvalho, 20 anos, natural de São João da Madeira.
O rapaz, compenetrado, resoluto:
- Sou irmão do Manuel de Carvalho, que já correu na “Volta” e está agora em França, como amador, fazendo pela vida.
- Que profissão tem ele?
Benjamim fica atónito. O moço desbobina:
- Eu é que trabalho em outra coisa: em estores, na Ar-Sol.
- Estou no ciclismo por causa do meu irmão Manuel, que me deu duas bicicletas, porque não podia ir para Paris: A minha noiva; a minha conversada? Só tenho uma: a minha bicicleta de corrida; Vamos a ver se ela não me engana antes do casamento.

N.R. Texto e entrevista retirada do Diário de Lisboa de 22/06/81. Neves de Sousa foi o repórter na edição desse ano do Grande Prémio JN.
Benjamim Carvalho veio a ser um dos bons ciclistas do nosso pelotão, ganhando muitas provas. Hoje é massagista competentíssimo

Lembram-se dele? - Emiliano Dionísio

Emiliano Dionísio

Emiliano Rodrigues Dionísio nasceu em 21/01/1946 na freguesia do Castelo, concelho de Sesimbra.
Iniciou a sua carreira em Janeiro de 1962 no Sporting Clube de Portugal, clube que sempre representou até se retirar em 1974.
“Sprinter” notável, venceu inúmeras corridas, circuitos (Malveira por 3 vezes, por exemplo), alguns Grandes Prémios e muitas provas de pista. Venceu o Lisboa – Porto em 1966 e o Porto – Lisboa em 1970. Foi Campeão Nacional de Velocidade em 1967 e de Perseguição e de Velocidade em 1970.
Na Volta a Portugal ganhou 11 etapas em anos diversos tendo envergado a Camisola Amarela em 1967 e 1969. Ganhou a Classificação por pontos em 1967 e a Classificação das Metas Volantes em 1971.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

terça-feira, outubro 17, 2006

Lembram-se dele? - Leonel Miranda

LEONEL MIRANDA

Leonel Miranda nasceu em Carregueira, freguesia de S. Mamede da Ventosa, concelho de Torres Vedras a 15 de Agosto de 1944.
Iniciou a sua carreira de ciclista em 1962, como popular, tendo ganho logo a sua primeira prova na sua terra (Carregueira).
Ingressou de seguida no Lousa, na categoria de populares, onde ganhou 44 provas, o Grande Prémio de Aveiro e o Grande Prémio do Porto.
Em 1964 ingressou no Sporting, como amador sénior, tendo sido seleccionado para o Campeonato do Mundo desta categoria, em Inglaterra, onde se classificou em 12º lugar.
Em 1965 passou a profissional, onde se manteve até 1975, tendo participado em 10 Voltas a Portugal, sempre ao serviço do Sporting, com as seguintes Classificações: 7º, 5º, 8º, 3º, 4º, 5º, 12º, 6º, 5º, e 9º lugares. Foi 5 vezes “Rei da Montanha”, 6 vezes Camisola Verde, 3 vezes vencedor do Prémio Combinado e 4 vezes vencedor das Metas Volantes. Nas Voltas a Portugal em que participou ganhou 28 etapas e foi portador da camisola amarela em 8 etapas na Volta de 1968.
Participou em muitas outras provas, das quais se salientam as vitórias no Grande Prémio do F.C. Porto, no Troféu Alfredo Batista, no Grande Prémio da A.C.S, na Hora Americana Internacional. Foi ainda Campeão Nacional de Velocidade (1971) e de Fundo (1973), tendo também sido vencedor do 10º Lisboa-Porto e do Porto-Lisboa (1974).
Internacionalmente, fez parte da 1ª equipa de Gribaldy, juntamente com o saudoso Joaquim Agostinho. Participou numa Volta à Suiça (17ºlugar); numa Volta à Espanha (27º lugar), numa Volta a Palma de Maiorca (14º lugar), em 2 Voltas ao Estado de S. Paulo (3º e 5º lugares), tendo vencido 4 etapas. Participou ainda na 5ª escalada de Montjuich (Barcelona) onde alcançou o 8º lugar e em 5 Campeonatos do Mundo (1965, 66, 68, 69, 72).
Foi seleccionador Nacional de Ciclismo em 1997 e 1998, e como treinador venceu 3 Voltas a Portugal: em 1980 pelo Lousa, com Francisco Miranda, em 1987 pela Sicasal, com Manuel Cunha e em 1989 pela Sicasal, com Joaquim Gomes.
É Prémio “Stromp”, o mais alto galardão do Sporting C. P.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Semana do Ciclismo

Semana do Ciclismo

Em antecipação ao dia principal desta grande homenagem, "PORTUGAL - 50 ANOS DE CICLISMO" vai organizar uma "Semana do Ciclismo", que pretende ser simultaneamente um evento mobilizador e um aperitivo para o grande final a 4 de Novembro, e que decorrerá paralelamente à típica festa alcobacense denominada Feira de São Simão, vulgo "Tasquinhas".

Será este o calendário:

27 de Outubro - 18h
Abertura da Feira de São Simão/Tasquinhas 2006
Mercoalcobaça

28 de Outubro - 11h
Abertura da Exposição de Fotografia e Feira do Livro
Inauguração com a presença do "Homem do Dia" ALVES BARBOSA
Praça 25 de Abril, 67

29 de Outubro - 8h30
Passeio de Cicloturismo pelo Concelho
com a presença do "Homem do Dia" CÂNDIDO BARBOSA
Concentração na Sede ACC

1 de Novembro - 10h30
Majoretes de Alcobaça
Banda de Alcobaça
Frente ao Mosteiro de Alcobaça

3 de Novembro
Sessão no Café Tertúlia alusiva ao Concurso Nacional de Poesia
com a presença do "Homem do Dia" MARCO CHAGAS

4 de Novembro
16 horas: Colóquio / debate
"O Ciclismo Português nos últimos 50 anos"
Oradores: PROF. DOUTOR MARÇAL GRILO; GUITA JÚNIOR; ALVES BARBOSA
Moderador: ENGº MACÁRIO CORREIA
Refeitório do Mosteiro de Alcobaça
ENTRADA LIVRE

19 horas: Recepção e cocktail
20 horas: Jantar de homenagem
Mosteiro de Alcobaça
ENTRADA: 30EUROS
-//-

De sublinhar que fazem também parte deste Evento as seguintes iniciativas:
- Concurso de montras na Cidade
- Decoração na Cidade
- Animação de Rua
- Concurso Nacional de Poesia

Lembram-se dele? - António Pisco

António Pisco

António Conceição Pisco nasceu em 12/01/1939, na freguesia e concelho de Almeirim.
A sua carreira, que teve início em 1958 e fim em 1966, começou no “Águias” de Alpiarça, tendo depois transitado para o S. L. Benfica.
Ganhou, como independente, um Lisboa-Alpiarça, tendo obtido outros primeiros lugares em circuitos de pista, vencendo uma Prova de Abertura e uma Prova da Associação do Sul, bem como uma etapa no Grande Prémio Robiallac.
Ganhou também, por duas vezes, uma delas, em tempo que passou a ser recorde, o célebre Contra-Relógio de 100 kms Lisboa - Azambuja – Lisboa, a uma média superior a 41kms/hora, o que, ao tempo, era assinalável. Foi Campeão Nacional de Perseguição e venceu uma Volta ao Algarve.
Na Volta a Portugal classificou-se em 6.º lugar no ano de 1960.
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Lembram-se dele? - Joaquim Leão

Joaquim Leão

Joaquim Leão nasceu em 18/04/1943.
Representou o F.C.Porto, equipa em que foi ciclista de topo e um dos mais regulares, tendo ganho várias corridas, nomeadamente o Porto – Lisboa em 1966. Participou numa Volta à Espanha.
Ganhou a Volta a Portugal em 1964, tendo estabelecido um novo recorde na média, que, pela primeira vez, entrou na casa dos 39 (39,404 km/h), suplantando assim o máximo anterior de 37,408 km/h. Obteve ainda os seguintes lugares: um 5.º (1968), dois 6.º (1965 e 1970), um 7.º (1967) e um 8.º (1969).
É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Lembram-se dele? - Gabriel Azevedo

Gabriel Azevedo

Gabriel Moreira de Azevedo nasceu em 11/12/1947, na freguesia de Macieira da Maia, concelho de Vila do Conde.
Iniciou a carreira de ciclista em 1963 e retirou-se em 1974, tendo sido ciclista profissional de 1967 a 1974, com intervalo de 1969 a 1971 para cumprir o serviço militar na Guiné.
Representou o Futebol Clube do Porto, tendo sido Campeão Nacional de Fundo amador sénior em 1967 e vencedor do Grande Prémio Philips em 1968. Participou em 6 voltas a Portugal, sempre integrando a equipa do Futebol Clube do Porto, equipa onde era considerado um excelente trabalhador e profissional.
Manteve-se ao serviço do ciclismo, após deixar de correr, tendo sido treinador (Gião, Barcelos, Vigaminho, Alguerra, Camponauto, Agros e Rio Ave), mecânico, condutor de vários carros como neutro e do carro médico, Vice-Presidente da Associação de Ciclismo do Porto durante 6 anos e Comissário Nacional desde 1998.

É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

Lembram-se dele? - Manuel Cunha

MANUEL CUNHA

Manuel António Tavares Cunha nasceu em 31 de Agosto de 1962, na freguesia de Vila de Pedroso, concelho de Gaia.
Com uma carreira que se estendeu de 1978 a 1994, representou as equipas de Gulpilhares, F. C. Porto, Ovarense, Lousa, Sicasal/Torreense, Clás (Espanha), Sicasal/Acral e Maia/Jumbo.
Venceu inúmeras provas, nomeadamente a Volta ao Minho (1984 e 1991), Jornal de Noticias (1991), Grande Prémio de Setúbal (1987 e 1990), Volta ao Algarve (1986 e 1987), Volta a Gondomar (1990 e 1991) e Volta a Terras da Feira, tendo ainda sido campeão nacional de Rampa, vencido uma etapa na Volta a Três Cantos (Madrid) e obtido o 2º lugar no Prémio da Montanha da Volta a França do Futuro (1983).
Foi por 3 vezes vencedor do Troféu “Super Prestigio” (1984, 1987 e 1991) e Prémio “Gandula” (1987).
Na Volta a Portugal participou por diversas vezes, tendo ganho em 1987, ano em que reconquistou a camisola amarela por 2 vezes e a usou em 9 etapas, tendo ainda obtido noutros anos um terceiro lugar, três sextos e três sétimos. Foi ainda portador da camisola amarela em 2 etapas, na Volta de 1986. Em diversas Voltas, ganhou 5 etapas, tendo vencido ainda um Prémio da Montanha, um Prémio Combinado, um Prémio Juventude e um prémio Elegância.

É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.

FIGURAS DA VOLTA - Manuel Castro

Manuel Castro - O Grande “Fogueteiro”

Tem um corpo meão, a perna curta, a face menineira, os dentes ralos, o cabelo curto de um colegial. Os anos passam por cima dele, mas o rapazola, com a sua cara ingénua, digna de seminarista caloiro, parece ter sempre a mesma idade. Estamos a recordar-nos das suas primeiras “diabruras” na Volta a Portugal, há uma boa meia dúzia de anos, e se alguma diferença notamos agora, em 1965, ela é capaz de ser … para pior.
Não há duvida, é um incorrigível gaiato o Manuel Castro, esse nervoso e meio estouvado ciclista do Académico que consegue ser hoje, na jovem e inexperiente equipa do “heróico” clube do Porto, um veterano.
Parecendo estar sempre a ser mordido por invisível mas activo e perseverante “bicho-carpinteiro”, o Castro não é capaz de manter-se quietinho um momento (…).
Desde que, lá dentro, haja um bocadinho só de força – às vezes, se calhar, apenas a suficiente para levar um sujeito a apagar um fósforo… - O rapaz do Académico gasta-a num esticão inopinado e fútil. É um esbanjamento inqualificável mas é assim.
(…) Bem se pode dizer que o Manuel Castro é o “fogueteiro honorário” da Volta a Portugal. Não há etapa em que ele não apareça, à frente de todos, a empreender uma fuga, mesmo aquela fuga disparatada e inconcebível que o pode levar ingloriamente à exaustão.
E, com toda a franqueza, esta faceta do temperamento do ciclista do Académico, “delinquente habitual” da maior prova do ciclismo português, já sem regeneração possível, está na base de uma simpatia muito especial que lhe dedicamos.
Francamente, entre o descuidado “pardal de telhado” do Manuel Castro, feliz no seu saltitar libertino e a manhosa “ave de rapina” que estuda, com todo o requinte e todo o sadismo, o momento de dar o salto sobre a presa indefesa, a nossa simpatia vai, inteirinha, para o “pardal de telhado”.
É mais do que possível – é certo! – que, com esta sua maneira de ser, o rapaz do Académico (ai o ciclismo é como a nossa vida de todos os dias!...), não vá longe. Não tem que ver, ele não passará de um “fogueteiro” da ”Volta” que ninguém leva a sério. Mas, se lá por cima se gosta do ciclismo, temos quase a certeza de que, daqui a muitos, muitos anos, o Manuel Castro andará a dar esticões sobre esticões de nuvem para nuvem, na grande Volta Celeste, com o S. Pedro em Director da Corrida.

N. da R.: O texto é do grande e saudoso Vítor Santos publicado em “A Bola” de 02/08/1965. Não sabemos o que é feito do Manuel Castro. O Grande Académico era uma das equipas de que muito gostávamos e vai ser um dos nossos homenageados.

domingo, outubro 15, 2006

Lembram-se dele? - Joaquim Leite

JOAQUIM LEITE

Joaquim de Magalhães Leite nasceu em 18 de Março de 1945, na freguesia de São Clemente, concelho de Celorico de Basto.
Representou as equipas de Coimbrões, Aldoar, Estarreja, Académico do Porto, F. C. Porto e S. L. Benfica, tendo terminado a sua carreira de ciclista na época de 1976.
Foi por 3 vezes campeão nacional por equipas em pista e estrada, 2 vezes campeão nacional de velocidade e uma de rampa. Venceu inúmeras outras provas das quais se destacam o Grande Prémio do Sul e do Jornal de Noticias, os circuitos de Reguenga (Santo Tirso), Mealhada e Oliveirinha.
Participou em 8 Voltas a Portugal, tendo ganho uma etapa em 1974, ano em que andou com a camisola amarela em duas etapas e em que foi vencedor do Prémio da Montanha. Foi ainda portador da camisola amarela em duas etapas na Volta de 1972.
Internacionalmente correu 2 Voltas à Espanha, 1 Volta à Suíça, 4 Voltas às Astúrias, 1 Volta a Salamanca, 1 Volta a Vale Mineiros, 2 Voltas a Aragão, 1 Volta ao Levante, 1 Volta a Tarragona, 1 Prémio Nocal, 1 Paris-Roubaix e 2 Campeonatos do Mundo. Foi 3º classificado no Prémio da Montanha da Volta à Espanha e da Volta à Suíça e 1º no Prémio da Montanha da Volta a Tarragona (Espanha).

É um dos homenageados no próximo dia 4 de Novembro no Mosteiro de Alcobaça.